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Rudá

Trader Profissional

Além das Notas

OPESP e Suas Lições para a Vida e o Trading

foto por @crislunaphotos

Além das Notas: OPESP e Suas Lições para a Vida e o Trading

No universo da música de concerto, onde a maestria e a excelência são constantemente buscadas, surge uma entidade que redefine os limites da arte e da humanidade: a Orquestra Parassinfônica de São Paulo (OPESP). Fundada em 2022, a OPESP não é apenas uma orquestra extraordinária; ela é um símbolo de inclusão, superação e do poder transformador da música. Com a missão de apoiar, incentivar e desenvolver talentos musicais entre pessoas com deficiência, esta orquestra é uma celebração da capacidade humana de transcender barreiras.

O que torna a OPESP singularmente inspiradora é a integração harmoniosa de jovens com deficiências ao lado de seus colegas sem deficiência. Esta fusão cria um mosaico de talentos, onde cada músico, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais, contribui igualmente para o esplendor musical do conjunto. A OPESP é uma comunidade onde a deficiência não define limites, mas, ao contrário, abre um espaço para a descoberta de potenciais ilimitados. Aqui, jovens de todas as habilidades se unem sob a linguagem universal da música, compartilhando sonhos e aspirações, e provando que a arte transcende todas as barreiras.

Este ano, a OPESP foi justamente homenageada com o Prêmio Concerto 2023 de Música Clássica e Ópera na categoria INOVAÇÃO. Este reconhecimento vai além da excelência musical; é um testemunho do compromisso da orquestra em criar um mundo onde a música é um veículo de união, superação e expressão. A OPESP não é somente uma orquestra; ela é um emblema de esperança e possibilidade, demonstrando que, na harmonia da diversidade, reside a verdadeira essência da beleza e do potencial humano.

A História da OPESP

A OPESP é uma história de visão, coragem e transformação. Fundada em 2022, a OPESP nasceu de um sonho audacioso: criar um espaço inclusivo no mundo da música de concerto, onde pessoas com deficiência pudessem não apenas participar, mas brilhar. A ideia era formar uma orquestra que refletisse a diversidade e o potencial ilimitado do espírito humano, desafiando as percepções tradicionais sobre habilidade e arte.

O cérebro por trás desta iniciativa revolucionária é Igor Cayres, cuja visão inovadora e paixão pela música e inclusão social deram vida à OPESP. Com uma crença firme no poder unificador da música e no direito de todos de acessar e participar da arte, Cayres se propôs a criar uma orquestra que seria um microcosmo de possibilidades e talentos.

Juntamente com Cayres, Aída Machado assumiu o papel de coordenadora pedagógica, trazendo sua vasta experiência e dedicação à educação musical inclusiva. Sua liderança e expertise foram fundamentais para moldar a abordagem pedagógica da OPESP, garantindo que músicos de todas as habilidades fossem apoiados e desafiados a alcançar a excelência.

No coração musical da OPESP está o Maestro Marcos Arakaki, cuja batuta não apenas lidera a orquestra, mas também simboliza a união e a harmonia entre os músicos. Arakaki, reconhecido por seu talento excepcional e sua capacidade de inspirar, trouxe uma dimensão artística profunda à orquestra, orientando os músicos através de um repertório desafiador e emocionante.

Por fim, mas não menos importante, Paulo Freitas, na produção executiva, e Vanessa Fernández na produção operacional garantem que a visão da OPESP seja sustentável e impactante. Suas habilidades em gerenciar os aspectos operacionais e estratégicos tem sido crucial para o sucesso contínuo e o crescimento da orquestra.

A OPESP é mais do que a soma de suas partes; é uma comunidade unida por um objetivo comum: mostrar que a música é uma linguagem que todos podem falar, independentemente de suas habilidades físicas ou sensoriais. Os esforços conjuntos de Cayres, Machado, Arakaki e Freitas resultaram em uma orquestra que não apenas produz música de alta qualidade, mas também serve como um farol de inclusão, inspiração e esperança.

A jornada dos músicos da Orquestra Parassinfônica de São Paulo é uma narrativa de dedicação implacável e paixão ardente. Desde a infância, esses talentosos artistas submergem-se no exigente mundo da música, onde cada nota tocada é um passo em uma jornada de autodescoberta e crescimento. As longas horas de prática diária, estendendo-se por vezes até oito exaustivas horas, não são meros exercícios de disciplina; são rituais de amor pela arte, onde a paixão se entrelaça com o propósito.

Eles encaram desafios que transcendem a simples maestria de seus instrumentos. Lidam com as demandas físicas, como tendinites e a fadiga muscular, que são testemunhos da intensidade de sua dedicação. Mentalmente, cultivam uma resiliência e uma tenacidade que rasgam as cortinas das expectativas, perseverando apesar das adversidades que poderiam desencorajar os menos comprometidos.

Cada integrante da OPESP carrega uma narrativa de superação que desafia a própria definição de limites. Por exemplo, músicos com autismo se veem diante do monumental desafio de manter a concentração, principalmente durante os intensos momentos de “tutti” orquestral. E há aqueles com dificuldades de locomoção, que atravessam a cidade em transportes públicos lotados para chegar aos ensaios, demonstrando um compromisso que vai além do imaginável.

Em particular, destaca-se a história de uma musicista em cadeira de rodas, enfrentando a infraestrutura muitas vezes inacessível dos teatros. Sua jornada até o palco é uma metáfora poderosa da própria missão da OPESP: superar barreiras físicas e simbólicas, mostrando que a música e a arte são territórios onde todos devem ter voz.

Essas histórias são a essência da OPESP. Estes músicos não apenas superam desafios; eles reescrevem as regras do que é possível. Através de cada nota tocada e cada barreira vencida, eles demonstram que a música é um domínio onde o espírito humano pode não apenas sobreviver, mas florescer, independentemente dos desafios enfrentados.

Na OPESP, a música se transforma em uma sinfonia de superação e de infinitas possibilidades, um lembrete eloquente de que, com paixão e resiliência, as barreiras podem ser quebradas e a excelência, alcançada. É uma lição de vida que ressoa muito além das paredes de um teatro de concertos, ecoando nos corações de todos que a ouvem.

Impacto Cultural e Social

A Orquestra Parassinfônica de São Paulo não apenas enriquece o cenário cultural com suas performances emocionantes, mas também desempenha um papel crucial no empoderamento e na representação de pessoas com deficiência. A presença e o sucesso de seus músicos desafiam e transformam as percepções culturais e sociais sobre deficiência, quebrando barreiras longamente estabelecidas.

Em cada concerto, a OPESP demonstra que talento e habilidade não são exclusivos a um grupo específico. Ao destacar músicos com deficiência executando ao mais alto nível, a orquestra reescreve narrativas estereotipadas, mostrando que a deficiência não diminui a capacidade de criar arte sublime. Essa representação tem um impacto profundo, não apenas elevando os músicos individualmente, mas também servindo como um poderoso exemplo de inclusão e possibilidades ilimitadas.

Os Músicos

As histórias de superação dos músicos da OPESP ressoam além do mundo da música clássica, servindo de inspiração para todos. A celebração do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência ganha um significado especial através do trabalho da OPESP. Este dia, comemorado em 3 de dezembro, é uma oportunidade para refletir sobre a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência, e a OPESP exemplifica o que pode ser alcançado quando barreiras são removidas e oportunidades são criadas.

A orquestra, com sua diversidade de talentos e histórias de superação, é um lembrete vívido de que cada indivíduo, independentemente de suas limitações físicas ou neurológicas, possui uma capacidade inerente para a grandeza. A OPESP não apenas oferece entretenimento; ela educa, ilumina e inspira, abrindo caminho para um mundo mais inclusivo e empático. Sua existência e sucesso são testemunhos de que a arte, em sua essência mais pura, é um veículo poderoso para a mudança social e o entendimento mútuo.

Como músico que percorreu o mundo, tive a oportunidade de me apresentar em palcos diversos e de aprender com uma miríade de experiências. No entanto, nada se compara ao impacto profundo que tive ao conviver com os músicos da Orquestra Parassinfônica de São Paulo. A troca com esses jovens artistas revelou-se uma experiência de aprendizado inverso, onde eu, supostamente o professor, tornei-me aluno.

Cada um deles, com sua jornada única de desafios e superação, trouxe uma nova perspectiva sobre o que significa ser um artista. A determinação deles em enfrentar e vencer as adversidades redefiniu meu entendimento de comprometimento e paixão pela música. Suas histórias de vida, marcadas por obstáculos inimagináveis, mas também por conquistas impressionantes, abriram meus olhos para a verdadeira essência da resiliência e do espírito humano.

Essa experiência reafirmou minha crença no poder da música como uma força transformadora. A OPESP não é apenas um conjunto de talentos musicais; é um exemplo vivo de como a arte pode transcender limites físicos e sociais, unindo as pessoas em um propósito comum e em uma celebração da vida em sua forma mais pura. Minha jornada com a OPESP foi uma lição humilde e transformadora, ensinando-me mais sobre a vida, a arte e a humanidade do que qualquer palco pelo mundo afora poderia fazer.

Conquista no Prêmio Concerto 2023

A conquista da Orquestra Parassinfônica de São Paulo (OPESP) no Prêmio Concerto 2023 de Música Clássica e Ópera na categoria INOVAÇÃO não é apenas um marco no cenário artístico; é uma celebração do esforço incansável e da dedicação desses músicos excepcionais. Este reconhecimento é uma prova palpável do que pode ser alcançado através do trabalho árduo, da persistência e da paixão pela música. A OPESP, com sua abordagem inovadora e inclusiva, desafia os padrões convencionais da música de concerto, oferecendo uma nova perspectiva sobre a expressão artística e a colaboração.

Apoio da Sociedade

A OPESP, um conjunto que depende exclusivamente do apoio privado, representa uma oportunidade única para a sociedade contribuir e apreciar a arte inclusiva. Como membros de uma comunidade mais ampla, temos o poder de apoiar e prestigiar este grupo extraordinário de várias maneiras. Fazer doações, seguir a orquestra nas redes sociais e frequentar seus concertos são ações práticas que podem garantir a continuidade e o crescimento deste projeto inspirador.

Ao apoiar a OPESP, não estamos apenas ajudando a manter vivas as artes e a cultura; estamos investindo na inclusão, na diversidade e na força da expressão humana. Este apoio vai além do financeiro; é um reconhecimento da importância da arte como um meio de unificação e elevação, e da necessidade de criar espaços onde todos os talentos, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais, sejam celebrados e valorizados. Dentre meus leitores, vários de vocês são traders e investidores de sucesso, convido-os a conhecer um pouco mais sobre esse projeto, que garanto, é um trade com gain certo.

Ao refletir sobre a jornada extraordinária dos músicos da OPESP, é impossível não traçar paralelos com o mundo do trading, uma arena igualmente desafiadora e recompensadora. Ambos os campos, embora distintos em suas expressões, compartilham valores fundamentais que são cruciais para o sucesso: resiliência, disciplina e paixão.

No trading, assim como na música de concerto, a persistência é a chave para superar os inevitáveis altos e baixos. Os traders, assim como os músicos da OPESP, enfrentam desafios constantes, e é a sua capacidade de perseverar, de continuar aprimorando suas habilidades e estratégias, que eventualmente os leva ao sucesso. A jornada dos músicos da OPESP é um testemunho do poder da persistência, um lembrete de que a determinação pode superar os obstáculos mais intimidadores.

A disciplina é outro elemento essencial em ambos os campos. Assim como os músicos da OPESP dedicam horas incontáveis ao aperfeiçoamento de suas habilidades, os traders devem manter uma rigorosa disciplina em suas análises e decisões de mercado. A disciplina é o que mantém um trader focado e eficaz, mesmo em meio às turbulências do mercado financeiro.

Por fim, a paixão é o que alimenta tanto os músicos quanto os traders em suas respectivas jornadas. É a paixão pela música que impulsiona os músicos da OPESP a atingir níveis de performance extraordinários, apesar dos desafios físicos e mentais. Da mesma forma, é a paixão pelo trading e pelo potencial de impactar o mundo financeiro que motiva os traders a se dedicarem totalmente a essa prática.

Portanto, a história da OPESP não é apenas uma narrativa de conquistas no campo da música; ela oferece lições valiosas para todos que buscam excelência, independentemente de sua área de atuação. A orquestra nos ensina que, com persistência, disciplina e paixão, podemos alcançar o inimaginável, tanto nas artes quanto no trading.

Ao nos despedirmos desta jornada através da história da Orquestra Parassinfônica de São Paulo, não posso deixar de refletir sobre o impacto profundo e humano que esses músicos têm em cada um de nós. Suas histórias não são apenas narrativas de superação; são espelhos onde podemos ver refletidas as nossas próprias lutas, aspirações e a inesgotável capacidade de superar.

Cada nota tocada por esses artistas ressoa com a força de milhares de horas de dedicação, com a dor de desafios físicos superados e com a alegria e orgulho puro de realizar o impossível. Eles nos lembram de que, em cada um de nós, reside uma força indomável, um espírito que não conhece limites, uma capacidade de transcender as expectativas e transformar sonhos em realidade.

Para você, que está no mundo do trading ou em qualquer outra jornada profissional, deixe que a história da OPESP seja uma fonte de inspiração. Que a resiliência, a paixão e a dedicação desses músicos iluminem o seu caminho, lembrando-o de que os maiores obstáculos muitas vezes escondem as mais valiosas oportunidades de crescimento.

Que a música da OPESP, uma melodia de superação e esperança, toque seu coração e revigore seu espírito. E, acima de tudo, que a história de cada músico sirva como um lembrete de que, não importa quão árduo o caminho, a beleza e a realização encontram-se na jornada, nos momentos de desafio e na coragem de continuar.

Em cada desafio que enfrentamos, em cada obstáculo que superamos, há uma oportunidade para crescer, para se tornar mais do que éramos ontem. E assim, unidos pela música, pela arte e pela incansável busca pela excelência, continuamos, cada um em sua jornada, mas sempre juntos no espírito humano de perseverança e esperança.

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